terça-feira, 22 de abril de 2008

Nenhum Roberto

Publico aqui a narrativa "Nenhum Roberto", escrita por mim. Esse texto foi escrito como um trabalho de escola, porém não valia nota, mas os comentários foram: "Excelente Texto! Parabéns!"

Nenhum Roberto1
Um texto de Caio Cezar Ribeiro Leite


29 de julho de 1958, Roberto estava confuso, estava vendo sua mãe tendo um filho, que se chamaria Roberto! Como!? Seria uma alucinação?
Roberto estava vendo sua vida toda passando por seus olhos, o nascimento, a infância, a adolescência, os tempos de faculdade... Agora, ficavam mais fortes lembranças da sua vida, da infância amarga, em que apanhara muito do pai, a mãe que só piorava a situação, a adolescência, quando defendera, certa vez os colegas de um severo Professor e descobrira a vocação para o Direito, a faculdade onde tivera muito destaque...
Agora, estava mais próximo do presente, se casara, sua mulher estava grávida, eram um casal muito feliz.
Mas, estava agora numa época de sua vida que não se lembrava, estava no futuro, e via a si próprio indo ao trabalho, vendo sua mulher e filha mortas, ele com um prazer aparente. Será que ele iria matar a esposa e a filha que tanto amava? Se desesperou, foi ao bar 20 de novembro, bebeu, cantou, dançou e se jogou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado2.


1 Título ‘emprestado’ da música NENHUM ROBERTO (Nando Reis)
2 Citação do poema “Poema Retirado de uma Notícia de Jornal” (Manuel Bandeira)

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